acho que eu li Dorian Gray por volta dos 18 anos.
(faz tempo, então não tenho certeza)
eu era jovem. e impressionável.
então Lord Henry causou-me grande impressão.
eu me apoixonei pelo persogem no primeiro capítulo e achava tudo o que ele dizia incrível-maravilhoso.
muitos anos e muitas leituras depois...
cá estou eu relendo Dorian por causa de disciplina de literatura inglesa na universidade.
e, advinhem?
Lord Henry não me seduz mais.
na verdade, na verdade mesmo, não suporto mais aquela pose, aquelas opiniões formadas sobre tudo, aquelas frases de efeito.
e o livro, do qual eu tinha gostado muito, tornou-se uma leitura cansativa e maçante pra mim agora.
estarei eu velha e rabugenta?
ou todo mundo concorda comigo que dandies are so last century?
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Monday, April 16, 2012
Sunday, August 7, 2011
os caminhos literários que a pessoa percorre não têm nenhuma lógica identificável
Foi assim que aconteceu.
Eu sempre assinei a Bravo!
Bem, não assinei, por um tempo, mas foi só um pequeno lapso.
Enfim, além de sempre ter lido e assinado, eu sempre confiei quase cegamente na Bravo!
(Nessa hora, você pode pensar: "Que pessoa mais metida! Leitora, assinante e adoradora da Bravo!". Tudo bem por mim se você pensar isso. Ano passado eu tive uma conversa decisiva com minhas duas amigas mais antigas - que eu conheci aos 2 anos de idade - e elas me disseram que eu sempre fui metida. Desde os 2 anos de idade. E aí eu comecei a aceitar o fato. Olá, meu nome é Gio e eu sou uma Metida.)
Bem, voltando.
Um dia, muitos anos atrás, a Bravo! fez uma capa com as novas promessas da literatura brasileira. Foi assim que eu conheci Clarah Averbuck e passei a ler o blog dela e virei fã e contaminei alguns amigos.
Algum tempo depois eu acabei comprando o primeiro livro dela, Máquina de Pinball. Gostei, me pareceu intenso e verdadeiro, embora eu gostasse mais dos textos do blog. Depois, comprei o segundo livro, Vida de Gato, e já não gostei tanto assim. Achei meio repetitivo e monótono.
Mesmo assim, continuei de certa maneira admirando a escrita de Averbuck, e a persona que ela criou pra si mesma.
O que me intrigava eram os ídolos dela, seus mestres, aqueles que sempre lhe inspiraram admiração e inspiração.
Charles Bukowski e John Fante.
Eu nunca tinha lido nenhum dos dois. Nem conhecia quem tivesse. Quando pensei em comprar um Bukowski, alguém eu cujo julgamento eu costumava confiar me disse na época: "Não vale a pena, não faz seu estilo, você não vai gostar".
Mas eu não sou exatamente o tipo de pessoa que abandona uma obsessão literária assim e pronto. Eu não consigo deixar uma coisa quieta até que eu descubra tudo o que há para descobrir sobre a coisa tal. Eu tenho um faniquito, como diz minha mãe; ou Eu sou hiperativa, como diz tautologico.
Modos que, acabei comprando Pergunte ao Pó, de John Fante.
E não, não gostei. Não só porque não faz meu estilo, mas porque hoje em dia eu tenho pouca paciência para com escritores malditos, esfomeados e marginalizados pela sociedade capitalista que não reconhece seu valor.
Eu ainda não li Bukowski, mas agora estou certa de que odiarei.
De qualquer maneira lerei. Só porque eu tenho que, sabe como é.
Uma coisa é certa: agora eu entendo de onde Clara Averbuck saiu. E isso é muito bacana pra mim.
Eu sempre assinei a Bravo!
Bem, não assinei, por um tempo, mas foi só um pequeno lapso.
Enfim, além de sempre ter lido e assinado, eu sempre confiei quase cegamente na Bravo!
(Nessa hora, você pode pensar: "Que pessoa mais metida! Leitora, assinante e adoradora da Bravo!". Tudo bem por mim se você pensar isso. Ano passado eu tive uma conversa decisiva com minhas duas amigas mais antigas - que eu conheci aos 2 anos de idade - e elas me disseram que eu sempre fui metida. Desde os 2 anos de idade. E aí eu comecei a aceitar o fato. Olá, meu nome é Gio e eu sou uma Metida.)
Bem, voltando.
Um dia, muitos anos atrás, a Bravo! fez uma capa com as novas promessas da literatura brasileira. Foi assim que eu conheci Clarah Averbuck e passei a ler o blog dela e virei fã e contaminei alguns amigos.
Algum tempo depois eu acabei comprando o primeiro livro dela, Máquina de Pinball. Gostei, me pareceu intenso e verdadeiro, embora eu gostasse mais dos textos do blog. Depois, comprei o segundo livro, Vida de Gato, e já não gostei tanto assim. Achei meio repetitivo e monótono.
Mesmo assim, continuei de certa maneira admirando a escrita de Averbuck, e a persona que ela criou pra si mesma.
O que me intrigava eram os ídolos dela, seus mestres, aqueles que sempre lhe inspiraram admiração e inspiração.
Charles Bukowski e John Fante.
Eu nunca tinha lido nenhum dos dois. Nem conhecia quem tivesse. Quando pensei em comprar um Bukowski, alguém eu cujo julgamento eu costumava confiar me disse na época: "Não vale a pena, não faz seu estilo, você não vai gostar".
Mas eu não sou exatamente o tipo de pessoa que abandona uma obsessão literária assim e pronto. Eu não consigo deixar uma coisa quieta até que eu descubra tudo o que há para descobrir sobre a coisa tal. Eu tenho um faniquito, como diz minha mãe; ou Eu sou hiperativa, como diz tautologico.
Modos que, acabei comprando Pergunte ao Pó, de John Fante.
E não, não gostei. Não só porque não faz meu estilo, mas porque hoje em dia eu tenho pouca paciência para com escritores malditos, esfomeados e marginalizados pela sociedade capitalista que não reconhece seu valor.
Eu ainda não li Bukowski, mas agora estou certa de que odiarei.
De qualquer maneira lerei. Só porque eu tenho que, sabe como é.
Uma coisa é certa: agora eu entendo de onde Clara Averbuck saiu. E isso é muito bacana pra mim.
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Revista Bravo
Monday, November 2, 2009
Para quem está lendo ou vai ler Neve
Aqui um mapa dos locais mencionados no livro.
E para ajudar a pronunciar os nomes:
- O 'c' se pronuncia como 'dj', como Walter Mercado dizendo "Ligue djá!"
- ç se pronuncia como 'tch', ou seja, çau ou çibum
- h é como no inglês
- ö se pronuncia como no alemão, um /œ/ onde se abre a boca para dizer 'o' mas diz-se 'e'
- r é sempre como em 'parangolé', nunca como em 'ratatouille'
- ş tem som de x, como aquele programa Şou da Şuşa
- ü é igual ao alemão, ou como o u francês fazendo biquinho
Quanto ao ğ com esse troço em cima, não faço idéia. Ainda não entendi como se diz isso.
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Friday, September 25, 2009
Versões, traduções e etc.
Não é bem por aí. Eu não compro o que é mais barato. Existem vários motivos para comprar um determinado livro em um determinado idioma, e eu levo sim em consideração qual o idioma original.
Mas tem a questão da qualidade da tradução também. Por motivos óbvios relacionados à situação do mercado editorial em diferentes países, livros traduzidos para o inglês ou francês tendem a receber um tratamento melhor que os traduzidos para o português aqui no Brasil. Basta olhar para os prazos em que as coisas são feitas para ter uma idéia. A sensação literária na França de 2006, Les Bienveillantes, saiu aqui no Brasil bem um ano antes da versão traduzida para o inglês. E não foi por questões de direitos autorais, que tudo isso foi resolvido rapidamente depois que o livro ganhou todos os prêmios literários importantes na França. E aí em qual tradução você confia mais: em uma que foi feita às pressas, para aproveitar o momento e vender logo, ou em outra que foi feita cuidadosamente ao longo de mais de um ano?
Coisa parecida aconteceu com Orhan Pamuk, um autor que eu não tenho muita expectativa de conseguir ler no original. Em um dado momento só havia dois livros dele publicados aqui, um deles sendo Meu Nome é Vermelho. De repente, depois que ele ganhou o Nobel de Literatura, choveram livros de Orhan Pamuk traduzidos aqui. Não me peçam para confiar nessas traduções de última hora, porque não dá. Meus livros de Pamuk são em inglês mesmo.
(Sem falar que os paperback em inglês são mais baratos, e pelo preço de um livro brasileiro dá para comprar o mesmo em capa dura, em inglês. )
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