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Sunday, September 20, 2009

deixa eu fazer inveja agora tá?

Beirut é muito mais legal mesmo ao vivo.



;p



e Zach Condon nem é tão chato quanto eu imaginei que ele seria.



e eu quase chorei quando ele tocou Elephant Gun.



que é né, séria candidata a melhor música de todos os tempos.



;)



amo muito hein, tudo isso, digo logo.

ps _ esse vídeo aqui é mais legal ;p

Thursday, February 5, 2009

Música: Neo-old-school-country-rock-alt-folk e um pouco de lesbian-electro-punk

Zooey Deschanel demonstra que uma vantagem de ser uma atriz não muito famosa é que você pode gravar músicas com sua banda (She & Him), sem que o resultado seja uma droga. Na verdade, é bem legal.  


No filme Sim, Senhor (Yes Man), juntaram Zooey com as integrandes da banda de electro-punk Von Iva para formar a banda ficcional do filme, Munchausen by Proxy. E a mistura funcionou, tanto que elas assinam três músicas da trilha. Aqui está uma baladinha que aparece no filme:


E, pra terminar, uma mais electro mesmo que toca nos créditos finais e eu gostei:

Tuesday, December 18, 2007

Experimental e divertido ao mesmo tempo

Eu tinha a intenção de escrever um post sobre o Battles já faz um tempo, aí acabei incluindo o vídeo do post abaixo como lembrança da idéia. A demora acontece porque, cada vez mais, me dá preguiça de escrever posts longos. Ao mesmo tempo, sempre que eu penso em um assunto me vêm à mente vários outras coisas relacionadas, criando uma tendência a posts grandes, o que gera um paradoxo cerebral que ameaça os fundamentos da persona blogueira, ou algo assim.

Então aqui vai basicamente o resumo do que seria algo como uma resenha -- na verdade, mais um conjunto de impressões -- do primeiro álbum, Mirrored. A idéia principal era falar sobre música experimental, extendendo um pouco para arte experimental em geral.

Música experimental é uma empreitada arriscada, pela sua própria natureza. A idéia em si me parece extremamente válida: criar música fugindo um pouco mais das fórmulas pré-estabelecidas, já tão cansadas na nossa pós-modernidade contemporânea; algo novo, algo que não tenha sido ouvido antes. Quando não funciona, vira uma massa de ruídos estranhos e sons esquisitinhos que algumas pessoas se convencem a gostar (ou fingem) porque é cult. Mas, mesmo quando funciona, a música experimental normalmente pode ser interessante, cerebral, "viajante", intrigante até, mas quase nunca é legal ou divertida. E o Battles consegue fazer música diferente e interessante, com gosto de coisa nova, e ao mesmo tempo divertida, até dançante em alguns momentos. Claro que ser divertido não é o único objetivo válido, mas é preciso convir que essa combinação é rara.

Não só isso: as próprias músicas do álbum são bem diferentes entre si. Tem algumas características constantes, claro: a bateria de John Stanier, ex-Helmet, e os vocais sempre com efeitos. Mas de uma faixa para outra muda o suficiente para um ouvinte casual se perguntar se ainda é a mesma banda. E, ainda assim, é um ótimo álbum: das 12 músicas só umas 2 que eu não gosto tanto e pulo quando estou escutando.

Resumindo o resumo: recomendo. E importante não se deixar espantar pelo rótulo "experimental". Porque, como o Battles parece demonstrar, experimental também pode ser divertido.

Friday, December 14, 2007

Uma das melhores músicas do ano



Battles - Atlas (do álbum Mirrored).
A versão do clipe tem alguns cortes, a completa é ainda melhor.

Thursday, April 19, 2007

Anime sinestésico

Estava ouvindo Homework, do Daft Punk, quando lembrei de uns clipes que tinha visto na MTV há uns anos. Os clipes mostravam um anime acompanhando a música, e a história dos clipes de músicas diferentes se encaixavam, como parte de uma história maior. E as músicas eram legais. Desde essa época eu sempre pensei em procurar o álbum todo, e ver se cada música tinha uma parte da história. Agora que tinha lembrado da dupla, resolvi finalmente realizar a busca.

Descobri que o álbum em questão se chama Discovery. E sim, cada música corresponde a uma parte da história, compondo o anime Interstella 5555: The 5ecret 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem. A animação segue as faixas do álbum na ordem, sem diálogos e com esparsos efeitos sonoros. A história é contada visualmente, e algumas vezes reforçada pelo conteúdo das letras -- nas poucas músicas que não são apenas instrumentais.

Essa idéia curiosa partiu do próprio Daft Punk, que segundo a Wikipedia foi ao Japão logo após concluir a produção do álbum para recrutar o lendário desenhista Leiji Matsumoto, de quem eram fãs -- provavelmente por terem assistido Space Battleship Yamato ou Galaxy Express 999 quando crianças.

O resultado é algo incomum e um tanto hipnótico. A animação é excelente, e o clima em cada música é fielmente refletido na história e no visual. O estilo retrô de Matsumoto -- que fez sucesso principalmente nas décadas de 70 e 80 -- combina perfeitamente com as músicas, que usam samples de sucessos dessa época. A história é simples e fantasiosa, mas bem amarrada; no geral ela funciona muito bem, exceto pelo final, quando parece que os conflitos já foram todos resolvidos mas ainda sobrou música para animar. Fica um pouco arrastado, mas nada muito problemático.

Musicalmente, eu gostei bem mais do Discovery que do Homework, o anterior. Tem algumas músicas que eu não gosto muito, mas a maioria é boa. As boas são mais bem resolvidas e interessantes de escutar (e não apenas dançar numa festa) do que as do trabalho anterior. Música eletrônica com toques de disco e referências a convenções de vários estilos diferentes.

Mas a força do anime vem mesmo do conjunto. A combinação entre animação e música é perfeita, e é algo que não se vê sempre. Acho até difícil dissociar as duas partes, tanto que quando quero ouvir alguma faixa eu prefiro abrir o vídeo e avançar para o lugar certo do que ouvir o mp3. É algo hipnótico mesmo. Minha parte preferida é a que vai da segunda até a quarta música, na seqüência: Aerodynamic, Digital Love e Harder, Better, Faster, Stronger. Essa última é, para mim, o ponto máximo do trabalho: é quando a música, a animação e a combinação entre as duas atinge seu melhor. Não que o resto não seja bom.

Para assistir: no YouTube tem ele completo em 7 partes, e os clipes que saíram originalmente, que correspondem às quatro primeiras partes da história (e às quatro primeiras músicas do álbum, consequentemente). Os clipes são: One More Time, Aerodynamic, Digital Love e Harder, Better, Faster, Stronger. Essa playlist tem o link para as 7 partes do anime completo. No Google Video tem ele completo, em uma única parte, duas vezes (e com o Player da Google, é possível baixar e ver em maior qualidade). Para quem gostar mesmo tem o DVD, infelizmente não lançado no Brasil.