Da primeira temporada, pelo menos. Depois de um hiato de mais de mês, Heroes voltou a passar semana passada; há dois dias saiu outro episódio, o vigésimo dos 23 planejados para a temporada.
Eu justamente pensava, antes do episódio começar, que uma coisa legal da série é o personagem Ando, amigo de Hiro Nakamura. Ele faz, sem que isso fique muito explícito, o papel do ajudante do herói, do sidekick, coisa que caiu de moda mas todo mundo lembra, principalmente por causa de Robin. E houve uma época que todo herói, praticamente, tinha seu ajudante, muitas vezes uma pessoa comum, sem poderes especiais, mas que era importante para o herói de várias maneiras, tornando a coisa toda uma relação meio esquisita às vezes, e daí para acusações de homossexualidade à boca pequena foi um passo. Ajudava que o caso específico de Batman e Robin lembrava assim a instituição da pederastia como era na grécia antiga, aquela história de um homem mais velho educando um jovem pelos caminhos da vida e pelas delícias dos sentidos e... bem, por aí vai. Enfim, neste episódio de Heroes o papel de sidekick de Ando é ainda mais reforçado, trazendo até mesmo as conotações estranhas.
No final das contas, Heroes é uma coletânea, um amálgama de um conjunto de clichês consagrados dos quadrinhos de super-heróis, formatado para o contexto de uma série de TV. E muito bem feito, por sinal: os roteiros seguem uma estrutura narrativa mais similar à dos quadrinhos que à de séries dramáticas mais tradicionais. É um prato cheio para quem torrava todo o dinheiro da mesada com quadrinhos (sim, esse sou eu), embora a série seja muito boa mesmo para quem nunca tenha lido nada. Super heróis são altamente pop hoje, que o digam as bilheterias avassaladoras de certos filmes recentes. Alguém mais está com o sentido de aranha buzinando essa semana, ou sou só eu?
Neste episódio os roteiristas jogam na TV mais algumas idéias do quadrinho que parece ser a maior inspiração da série: X-Men. E com resultados muito bons. Dias de um Futuro Esquecido sempre foi uma das minhas sagas preferidas dos X-Men mesmo.
Eu tentei escrever esse post sem estragar nenhuma surpresa para quem ainda não viu a série, mas esse último comentário escapou, não teve jeito. Esperem mais comentários meus quando a temporada acabar. O meta-mistério que se impõe é: conseguirão os roteiristas continuar a série tão bem na próxima temporada?
Eu justamente pensava, antes do episódio começar, que uma coisa legal da série é o personagem Ando, amigo de Hiro Nakamura. Ele faz, sem que isso fique muito explícito, o papel do ajudante do herói, do sidekick, coisa que caiu de moda mas todo mundo lembra, principalmente por causa de Robin. E houve uma época que todo herói, praticamente, tinha seu ajudante, muitas vezes uma pessoa comum, sem poderes especiais, mas que era importante para o herói de várias maneiras, tornando a coisa toda uma relação meio esquisita às vezes, e daí para acusações de homossexualidade à boca pequena foi um passo. Ajudava que o caso específico de Batman e Robin lembrava assim a instituição da pederastia como era na grécia antiga, aquela história de um homem mais velho educando um jovem pelos caminhos da vida e pelas delícias dos sentidos e... bem, por aí vai. Enfim, neste episódio de Heroes o papel de sidekick de Ando é ainda mais reforçado, trazendo até mesmo as conotações estranhas.
No final das contas, Heroes é uma coletânea, um amálgama de um conjunto de clichês consagrados dos quadrinhos de super-heróis, formatado para o contexto de uma série de TV. E muito bem feito, por sinal: os roteiros seguem uma estrutura narrativa mais similar à dos quadrinhos que à de séries dramáticas mais tradicionais. É um prato cheio para quem torrava todo o dinheiro da mesada com quadrinhos (sim, esse sou eu), embora a série seja muito boa mesmo para quem nunca tenha lido nada. Super heróis são altamente pop hoje, que o digam as bilheterias avassaladoras de certos filmes recentes. Alguém mais está com o sentido de aranha buzinando essa semana, ou sou só eu?
Neste episódio os roteiristas jogam na TV mais algumas idéias do quadrinho que parece ser a maior inspiração da série: X-Men. E com resultados muito bons. Dias de um Futuro Esquecido sempre foi uma das minhas sagas preferidas dos X-Men mesmo.
Eu tentei escrever esse post sem estragar nenhuma surpresa para quem ainda não viu a série, mas esse último comentário escapou, não teve jeito. Esperem mais comentários meus quando a temporada acabar. O meta-mistério que se impõe é: conseguirão os roteiristas continuar a série tão bem na próxima temporada?
